Hýle e noûs: notas sobre o impacto dos hábitos linguísticos no pensamento
DOI:
https://doi.org/10.18364/rc.2026n70.1481Palavras-chave:
Linguagem, Pensamento, Hýle, Noûs, OusíaResumo
Este artigo busca refletir sobre o impacto da linguagem nos modos como as sociedades organizam suas ideias e seus pensamentos. Para tal realizou-se uma revisão de algumas das correntes teóricas segundo as quais a língua materna influencia o modo como pensamos ou sentimos o mundo, tal como de correntes que defendem que as maneiras como pensamos e sentimos o mundo é que determinam o funcionamento da linguagem. As análises indicam que apesar do descrédito decorrente do fracasso da tese do relativismo linguístico, há, em certa medida, uma pressuposição recíproca, na qual ambas vias de determinação se mostram igualmente válidas. Afinal, cada língua tem seus próprios aspectos obrigatórios, de modo que seus respectivos falantes são forçados a frequentar determinados pensamentos em detrimento de outros ao enunciar, até que tais pensamentos se cristalizam como hábitos no interior daquela comunidade linguística específica, tornando-se significativamente mais recorrentes que os não-obrigatórios.
Downloads
Referências
ARISTÓTELES. De anima. Trad. Maria Cecília Gomes dos Reis. São Paulo: editora 34, 2012.
ARISTÓTELES. Física (I - II). Trad. Lucas Angioni. Campinas: editora Unicamp, 2009.
ARISTÓTELES. Metafísica. Trad. Viviane de Castilho Moreira. Petrópolis: Vozes, 2024.
BENVENISTE, E. Problemas de Linguística Geral I. Trad. Maria da Glória Novak e Maria Luisa Neri. Campinas: Pontes, 2005.
BERLIN, B.; KAY, P. Basic color terms. Berkeley: University of California Press, 1969.
BOAS, F. General Anthropology. Londres: Hassell Street Press, 2023.
CAMPOS, H. Galáxias. Belo Horizonte: Perspectiva, 2009.
CLARK, H.H.; CLARK, E.V. Psychology and language: as introduction of psycholinguistics. New York: Harcourt Brace Jovanovich, 1977.
DERRIDA, J. Gramatologia. Trad. Miriam Schnaiderman e Renato Janine Ribeiro. Belo Horizonte: Perspectiva, 2019.
DEUTSCHER, G. Através da lente da linguagem: por que o mundo parece tão diferente em outras línguas? Trad. Bruno Gambarotto. Petrópolis: Vozes, 2023.
GEIGER, L. Contribuições of The History of The Development of the Human Race: Lectures and Dissertations. Londres: Forgotten Books, 2018.
GLADSTONE, W.E. Studies on Homer and The Homeric Age. Vol. I: I. Prolegomena; II. Achaeis; Or The Ethnology of The Greek Race. Cambridge: Cambridge University Press, 2010.
DIXON, R.M.W. The language of australia. Cambridge: Cambridge University Press, 1980.
GOLDSTEIN, K. L’analyse de l’afasie et l’etude de l’essence du langage. In: Essais sur le langage. Paris: Minuit, 1988.
HEGEL, G. W. Fenomenologia do espírito. Trad. Paulo Menezes. Petrópolis: Vozes, 2003.
HUMBOLDT, W.V. Über die Verschiedenheit des menschlichen Sprachbaus und ihren Einfluß auf die geistige Entwichlung des Menschengeschlechts. In: FILTNER, A.; GIEL, K. Studienausgabe. Bdn, 3, Darmstadt, 1963, 368-756. WHORF, B.L. Language, thought and reality.. Cambridge: MIT Press, 1956.
MALOTKI, E. Hopi Time: A Linguistic Analysis of the Temporal Concepts in the Hopi Language. Berlim: Walter de Gruyter, 2011.
PLATÃO. Fedro. Trad. José Cavalcante de Souza. São Paulo: editora 34, 2016.
SAPIR, E. Conceptual categories in primitive languages. Science, vol. 74, n. 1927, p. 578, 1931.
SAUSSURE, F. Curso de Linguística Geral. Trad. José Paulo Paes. São Paulo: Cultrix, 2012.
WITTGENSTEIN, L. Tractatus lógico-philosophicus. Trad. Luiz Henrique Lopes dos Santos. São Paulo: EdUSP, 2001.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Daniel Perico Graciano

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos: a.Autores mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista. b.Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista. c.Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado






