Sequência didática funcionalista para trabalho com o gênero “carta de reclamação” no ensino de língua portuguesa

Autores

DOI:

https://doi.org/10.18364/rc.2026n70.1466

Palavras-chave:

Sequência didática funcionalista, Gênero carta de reclamação, Ensino de Língua Portuguesa

Resumo

Intencionamos com este artigo alcançar três objetivos: descrever relevantes marcas enunciativas do gênero carta de reclamação; explicitar a ancoragem teórica e metodológica da proposta de Sequência Didática Funcionalista/SDF de Casseb-Galvão e Duarte (2018); analisar os resultados da aplicação de uma SDF do gênero carta de reclamação, baseada na proposta de Casseb-Galvão e Duarte (2018), que mediamos junto a uma turma do 7º ano do Ensino Fundamental de um colégio público na cidade de Cambé, Paraná. Nosso olhar analítico buscou verificar nas produções textuais dos alunos quais traços característicos do gênero carta de reclamação eles conseguiram efetivar e quais operadores argumentativos usaram, bem como os efeitos de sentidos produzidos por esses operadores. Os resultados mostraram que os alunos tiveram bom desempenho na efetivação de elementos enunciativos do gênero carta de reclamação e empregaram uma variedade de operadores argumentativos com diferentes sentidos textuais. Em razão dessas verificações, destacamos que a SDF aplicada mostrou-se operacional em termos de dinâmica didática e produtiva para o desenvolvimento da competência discursivo-textual e argumentativa dos alunos.

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Biografia do Autor

Givan José Ferreira dos Santos, Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR)

Possui graduação em Letras pela Universidade Estadual de Londrina / UEL (1988), especialização em Especialização em Língua Portuguesa pela UEL, mestrado em Mestrado em Letras pela UEL e doutorado em Estudos da Linguagem pela UEL. Atualmente é professor adjunto da Universidade Tecnológica Federal do Paraná / UTFPR, Campus Londrina, onde desenvolve trabalho em diversos cursos de graduação, com enfoque nas disciplinas de Comunicação Linguística e Metodologia da Pesquisa Científica, e no Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências Humanas, Sociais e da Natureza - PPGEN. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Ensino e Aprendizagem de Língua Portuguesa no Ensino Fundamental, Ensino Médio e Ensino Superior. Realiza e orienta pesquisas nas áreas de Teoria dos Gêneros Textuais, Letramento, Psicolinguística (leitura e produção textual), Semântica Argumentativa e Interdisciplinaridade. É coautor de duas coleções de livros didáticos de Língua Portuguesa destinados ao Ensino Fundamental de 6.° ao 9.° ano.

Simone Tereza de Oliveira Ortega, Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR)

É mestre em Ensino de Ciências Humanas, Sociais e da Natureza pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná/UTFPR, Campus Londrina. Especialista em Língua Portuguesa, em Língua Inglesa e em Educação a Distância. Graduada em Letras - Português e Língua Inglesa pela Universidade Estadual de Londrina; e Pedagogia. Docente da Secretaria de Estado da Educação do Paraná. Atua principalmente nos seguintes temas: Linguística Textual, Multiletramentos, Ensino de língua materna.

Alessandra Dutra, Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR)

Possui graduação em Letras - Anglo com as respectivas literaturas pela Universidade Estadual de Londrina (1997), Mestrado em Estudos da Linguagem pela Universidade Estadual de Londrina (2003) e Doutorado em Linguística e Língua Portuguesa pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2008). É professora titular da Universidade Tecnológica Federal do Paraná-UTFPR. Coordenou o Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências Humanas, Sociais e da Natureza - PPGEN de 2013-2017 e foi coordenadora adjunta do PPGEN de 2017 a 2019. É professora permanente do Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Tecnologia - PPGECT (Doutorado Acadêmico), de Ponta Grossa-PR. Atua nas temáticas Multiletramentos, especialmente, Letramentos Digitais, sobretudo com propostas que priorizem o desenvolvimento do Pensamento Computacional. Foi bolsista produtividade em pesquisa pela Fundação.

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22.02.2026

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